domingo, 28 de agosto de 2011

Um pequeno corte...calma.

''Matou o marido e foi ao shopping''....não tá tão errada assim, afinal, ele já ta morto mesmo.
Lendo Edgar Alan Poe, entendi que estou com aquela depressão, de a todo o momento ficar imaginando como seria a vida se não fosse como é; como eu deveria realmente ter reagido àquela situação, e com isso as coisas não seriam como são; talvez se tivesse prestado mais atenção aos sinais do destino, nada estaria como esta hoje; de que temos que pensar antes de agir, etc etc etc.
Vou lendo Edgar Alan Poe e pensando se o gato preto não era algum tipo de espírito zombeteiro, ou alguma figura de linguagem, ou até mesmo um símbolo, algum tipo de mensagem subliminar; ou apenas uma idéia doida da cabeça de um cara com o tipo de depressão do começo do ''post''.
Aí, sempre lendo o Edgar Alan Poe, eu já to até querendo sugerir que também poderia escrever contos de mistério e vender muito e ganhar dinheiro (no caso dele, nem sei se ganhou tanto dinheiro), mas enfim...começar beber, passar noites em cemitérios, ficar doente e morrer sozinha com uma ''tosse sangrenta'' (os poetas e seus fins de vida trágicos..o ó!);
Mas ainda lendo o Edgar Alan Poe, eu ao menos conclui que escrever coisas sem néxo, sem sequencia lógica e totalmente tudo a ver (com o que o escritor esta pensando...) é algo possivél e muito bom para curar a tal da depressão que citei no ínicio da postagem.
Abandonei o Edgar Alan Poe, guardei a faca na gaveta e antes de sair para ir ao shopping, eu disse ao meu marido: ''Não precisa escândalo, o que é isso? è só um pequeno corte na sua jugular...calma''.

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